Hoje li, na Lola Magazine, uma carta que o ex-jogador de futebol, Toninho Cerezo, fez para sua filha (o), Lea T. ou Leandro, como ele mesmo cita.
Uma carta de um Pai. Sim, com letra maiúscula, completo. Amor incondicional, percepção e acima de tudo, apoio.
Para ter noção de tão impactante e ao mesmo tempo doce é esta carta, meus pais tradicionalistas ao extremo, de uma eduacação onde não exige cinza entre o preto e branco, também se impressionaram com ela.
O que me faz escrever é ver, que entre tantas notícias de pais que abandonam, matam, torturam filhos, há outros milhares que os tratam simplismente como seres humanos. Tenho certeza que a quantidade que tratam bem é imensamente maior aos que tratam mal. Mas qual choca mais?
Ninguém é obrigado a aceitar as diferenças, mas o importante é pelo menos respeitar, e se puder, apoiar. Mas o que é diferente?
Não nego que também tenho meus preconceitos, e por ironia do destino, sofro dos mesmos. Mas quando me pego pensando, não são as diferenças que eu não gosto e sim atitudes pontais para se promover, se aproveitar, se aparecer.
Nós só julgamos o que não conhecemos direito.
Afinal, o que seria uma caixa de lápis de cor, sem o preto, o azul, o rosa, o verde? A caixa sem uma destas cores, estaria incompleta, diferente.
Volto a questionar: O que é diferente?
Como ser humano, as vezes, julgo, condeno, mas tento me livrar disso, sempre que penso. Pensar ajuda a entender, e consequentemente nos ajuda a evoluir.
Pense, sempre!

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